Aviso à População - Precipitação e vento forte

1 - Situação
O IPMA prevê, durante os próximos dias, uma alteração significativa das condições meteorológicas no território continental, devido à influência de um vale em altitude, localizado a oeste do território, e de sistemas depressionários, associados à passagem de sistemas frontais.
Assim, prevê-se a ocorrência de precipitação, com início no domingo, por vezes forte e persistente, na segunda e quarta-feira, com maiores acumulações na região Noroeste, em especial no Minho e Douro Litoral.
O vento será, por vezes, moderado do quadrante sul, com possibilidade de rajadas em conjugação com períodos de trovoada e chuva forte.
As temperaturas deverão manter-se amenas, mas abaixo dos valores habituais para a época.
» Informação meteorológica em www.ipma.pt
2 - Efeitos espetáveis
As áreas afetadas pelos incêndios rurais, que ficaram sem coberto vegetal e com cinza acumulada à superfície, que funciona como uma matéria impermeável, estão mais expostas e vulneráveis à precipitação.
Com a ocorrência das primeiras chuvas, é propício:
» A ocorrência de inundações em zonas urbanas, devido à acumulação de águas pluviais, potenciada pela obstrução dos sistemas de escoamento;
» A instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo;
» Arrastamento de inertes e outros materiais para as vias rodoviárias;
» Contaminação de fontes de água potável por inertes provenientes de áreas afetadas por incêndios rurais;
» Piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água, com consequente redução das condições de segurança na circulação rodoviária;
» Acidentes na orla costeira, associados à agitação marítima.
3 - Medidas Preventivas
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil recorda que o impacto destes efeitos pode ser minimizado através da adoção de comportamentos adequados, particularmente nas zonas historicamente mais vulneráveis.
Recomenda-se:
» Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e a retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou dificultar o normal escoamento da água;
» Não atravessar zonas inundadas, a pé ou com veículos, devido ao risco de arrastamento e de queda em buracos, depressões do pavimento ou caixas de esgoto abertas;
» Retirar das zonas habitualmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens, colocando-os em locais seguros;
» Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
» Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, devido à possibilidade de queda de ramos e árvores, durante os períodos deprecipitação e vento forte;
» Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial atenção à possível formação de lençóis de água nas vias e à redução de visibilidade;
» Evitar a exposição desnecessária à agitação marítima, particularmente junto a arribas, praias, molhes e outras zonas costeiras vulneráveis;
» Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.
