Penela prepara comunidade para a economia cívica
Autarquia, associações, instituições pública e privadas estiveram no dia 17 de Março, reunidos no salão nobre dos paços do concelho para conhecer o projeto “Economia Cívica”, uma iniciativa que procura respostas inovadoras e económicamente sustentáveis para questões sociais.
Esta iniciativa procura estimular a articulação entre a cidadania e as instituições públicas, privadas e da economia social, procurando perspectivar colectivamente os cada vez mais complexos problemas sociais, económicos e territoriais, designadamente os desafios societais dos territórios de baixa densidade demográfica como sejam a desertificação, a competitividade e de capacitação dos territórios ou a preservação da sustentabilidade ambiental e a defesa do património cultural e social único. Procuramos com esta metodologia de trabalho, promover a mudança de paradigmas enraizados na análise das problemáticas de uma forma socialmente inovadora e economicamente sustentável, que centre as suas atenções no cidadão” afirma Luís Matias, Presidente da Câmara Municipal de Penela que convidou
alguns parceiros locais para dar o primeiro passo na formalização da Comunidade para a Economia Cívica de Penela liderada pela autarquia.
Esta Comunidade que deverá agregar as principais instituições públicas, privadas e da economia social de Penela irá desenvolver um Programa de Trabalho cujo objetivo é múltiplo:
• Identificar, caracterizar e selecionar as necessidades, problemas e desafios societais com que Penela se confronta e que devem ser resolvidos;
• Promover um acordo entre as Instituições que participam na Comunidade sobre os resultados que pretendemos alcançar a curto e médio prazo no que diz respeito aos problemas e desafios selecionados;
• Lançar o desafio a todas as instituições e à Cidadania de Penela para apresentarem respostas inovadoras que tenham um impacto económico e social positivo e contribuam efetivamente para alcançar os resultados que desejamos;
• Investir e financiar essas respostas a fim de dar-lhes a sustentabilidade económica que assegure o seu impacto e viabilidade.
Este programa de trabalho que irá ser desenvolvido com absoluta transparência pelas instituições que formarão parte da Comunidade para a Economia Cívica de Penela requer uma ampla mobilização da Cidadania assim como uma monitorização rigorosa dos projetos e iniciativas que irão ser financiadas.
A comunidade está aberta a outros parceiros que acrescentem input como explicou na reunião de preparação a impulsionadora Maria do Carmo Marques Pinto, que desenvolveu esta ideia a partir de um projeto que ensaiou na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, à frente do departamento de empreendedorismo e inovação social.
O fundo europeu tem disponíveis cerca de 150 milhões de euros no novo quadro comunitário de apoio para a inovação social e este projeto pretende criar a infraestrutura para poder usar esse dinheiro.
