Recordados 500 anos de foral manuelino a Podentes
No mês em que se assinalam os 500 anos da atribuição do Foral Manuelino a Podentes, o Centro de Estudos de História Local e Regional Salvador Dias Arnaut (CEHLR SDA) e a Junta de Freguesia de Podentes assinalaram o momento, no sábado passado, com uma conferência proferida pela Prof. Doutora Margarida Sobral Neto, docente da FLUC e coordenadora científica do CEHLR SDA.
A sede da Junta de Freguesia de Podentes foi pequena para receber os muitos curiosos em conhecer a sua história e o seu património, tendo sido o evento transferido para a igreja matriz.
Na sessão de abertura estiveram o representante da família Salvador Dias Arnaut, Dr. Manuel Arnaut, o presidente da junta de freguesia de Podentes, Vitor Vieira e o vice-presidente da Câmara Municipal de Penela, Dr. Emidio Domingues junto com a historiadora convidada.
“Celebrar quinhentos anos de um acontecimento histórico, como o da atribuição do Foral por D. Manuel, em 17 de fevereiro de 1514, a Podentes, é um momento alto da nossa vida coletiva”, realçou o vice-presidente da câmara que aproveitou para anunciar que nos próximos meses a autarquia pretende “lembrar a efeméride realizando um conjunto de ações específicos de comemoração que irão incluir também a atribuição dos Forais do Rabaçal e Penela”.
Foral Manuelino
O foral ou carta de foral era um diploma concedido pelo rei ou por um senhorio laico ou eclesiástico a determinada terra, contendo normas que disciplinam as relações dos seus povoadores ou habitantes entre si e destes com a entidade outorgante. O Foral tornava um concelho livre do controlo feudal, transferindo o poder para um concelho de vizinhos (concelho), com a sua própria autonomia municipal. Assim, a população ficava direta e exclusivamente sob o domínio e jurisdição da Coroa, excluindo o senhor feudal da hierarquia do poder.
Foram feitos 3 exemplares do Foral Manuelino a Podentes: um para a Câmara de Podentes, outro para o senhorio dos ditos direitos e outro para ficar no Arquivo Real na Torre do Tombo.



