III Bienal do Humor Luís Oliveira Guimarães
Organizada pelo Município de Penela, pela Junta de Freguesia do Espinhal, e pela Família Oliveira Guimarães, contando ainda com o apoio da Humorgrafe, esta iniciativa surgida em 2008, visa homenagear uma figura da Vila do Espinhal, em particular, mas também uma figura do panorama cultural português do século XX, que assumia na mesma pessoa, a singeleza da cultura de raiz popular, com o fino espírito dos intelectuais do seu tempo.
Jurista de profissão, Luís de Oliveira Guimarães era um criativo e humorista por convicção, colocou a sua pena ao serviço das letras como pedagogo humorista, como cronista irónico e como dramaturgo satírico.
A III Bienal de Humor Luís Oliveira de Guimarães, subordinada ao tema «Letras e Jornalismo», foi este ano, face à actual conjuntura económica do país, complementada com a realização da XXIII Feira do Mel do Espinhal, contribuindo dessa forma para a animação daquele certame, originando ainda uma economia de escalas e uma procura de novos públicos para o evento.
O evento alto da Bienal foi o concurso de caricaturas que este ano contou com 1250 obras a concurso, provenientes de 435 artistas, originários de 58 países. O que demonstra a vitalidade desta Bienal e do reconhecimento que já goza além-fronteiras.
Haroutiun Samuelian (Arménia), Pedro Ribeiro Ferreira (Portugal) e Omar Turcius (Colômbia), respectivamente, foram os três cartonistas premiados desta edição da Bienal. Mereceram igualmente menções honrosas Ajim Sulaj (Albânia), Pedro Manaças, António Santos, e Rui Duarte (Portugal).
A inauguração da exposição com as melhores obras a concurso, decorreu às 16H00 de Sábado, dia 1 Setembro, com a presença de muito público. Seguiu-se uma animação de yoga do riso e uma animada tertúlia literária que contou com a presença de Mário Zambujal, Daniel Abrunheira, Zé Oliveira e Fernando Campos, onde o Jornalismo e as Letras estiveram em destaque, como não podia deixar de ser. O dia encerrou com a Festa da Caricatura no Jardim das gerações do Espinhal. A Bienal encerrou no dia seguinte, com a continuação da Festa da Caricatura, mas já no adro da Igreja Matriz do Espinhal e integrada na XXIII Feira do Mel do Espinhal.
Se alguém tinha dúvidas relativamente à pertinência da Bienal do Humor Luís de Oliveira Guimarães e à sua importância no panorama cultural da região e do país, seguramente que agora deixou de as ter. Os números dos participantes no concurso, a participação massiva da população e o retorno de todos os participantes, indicam-nos que a IV Bienal Luís de Oliveira Guimarães, vai seguramente constituir um marco no panorama da caricatura em termos nacionais e mundiais.



