Castelos e Muralhas deram origem a Rede de Desenvolvimento
Foi ontem apresentada Rede dos Castelos e Muralhas Medievais do Mondego, num espaço mítico e de grande beleza de Coimbra, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha.
A Rede Urbana de Competitividade e a Inovação dos Castelos e Muralhas Medievais do Mondego (RUCMMM) é constituída pelas cidades de Coimbra, Figueira da Foz e Pombal, e pelas vilas da Lousã, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Penela e Soure, cujas características e história comuns determinaram a sua vontade de abraçar este desafio de apropriação e valorização territorial e estímulo a uma nova economia.
Esta referência de base temática, com forte implantação no território desta Rede Urbana para a Competitividade e a Inovação (RUCI), permite o desenvolvimento de uma estratégia integrada comum de revitalização económica baseada na pesquisa e reinvenção de modelos de atractividade que reforcem o carácter diferenciador da oferta turística e que valorizem a cultura, a história e o património como alavancas de uma indústria urbana específica, ancorada em políticas transversais definidas pelos elementos da RUCI e orientadas para a economia dos 3T – Talento, Tecnologia e Tolerância.
A sua natureza temática, não coincidente com qualquer estrutura administrativa é assumida como uma oportunidade para criar uma entidade impulsionadora de uma nova lógica de desenvolvimento baseada na identificação de factores distintivos, apostando no cariz identitário como mote de valorização económica. Foi assim criada a Agência de Desenvolvimento (AD) como elemento estruturante de gestão e organização da animação da Rede. Pretende-se com esta estrutura promover a capacidade de cooperação ao nível do desenvolvimento territorial, social e económico.
Dos projectos de requalificação urbanística previstos nesta Rede, destacam-se valorização da Torre de Anto e a sua transformação num Museu da Guitarra e do Fado em Coimbra, um investimento de 700 mil euros, em Penela a Casa da Noz e em Miranda do Corvo, a Casa do Design.
«Coimbra e o Mondego, nesta ligação territorial abrangente, e partindo deste exemplo assente no património medieval, pode ambicionar entrar, e até liderar, o mapa da economia criativa em Portugal», considera Paulo Júlio, destacando a parceria que foi possível desenvolver entre os vários municípios, a Universidade de Coimbra e a Turismo Centro de Portugal. São 10 milhões de euros de investimento, comparticipados pelo Programa Operacional Mais Centro, do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Ontem, na assinatura da escritura de constituição da rede, os vários municípios assumiram um novo compromisso: «transformar a linha de defesa militar da cidade de Coimbra, num novo instrumento de competitividade de Coimbra e de toda esta região».
A apresentação foi precedida pela escritura de constituição da Agência para o Desenvolvimento dos Castelos e Muralhas Medievais do Mondego, que tem como parceiros, além daqueles municípios, a Associação Comercial e Industrial de Coimbra, UC, Instituto Pedro Nunes, Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e Direcção Regional de Cultura do Centro.
O Município de Penela que liderou toda a candidatura, receberá a sede da Agência para o Desenvolvimento dos Castelos e Muralhas Medievais do Mondego da qual assume a presidência.
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