Centenas de jovens no Rabaçal durante o mês de Julho
Terminaram na passada sexta-feira, dia 25 de Julho, os trabalhos arqueológicos em curso no mês de Julho, na Villa romana do Rabaçal, no concelho de Penela.
Durante cerca de três semanas aqui se cruzam conhecimentos e amizades entre mais de meia centena de participantes (técnicos, investigadores, população e dezenas de voluntários) vindos de Toulouse (França), Múrcia e Madrid (Espanha), Lisboa, Coimbra, Viseu, Fazendas de Almeirim, Condeixa, Figueira da Foz, Penela, Alfafar, Espinhal, Souto, Pastor, S. Sebastião, Fartosa, Ordem, Rabaçal, com o apoio da Câmara Municipal de Penela, da Associação de Amigos da Villa Romana do Rabaçal, da Junta de Freguesia do Rabaçal, do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra, da Escola Tecnológica e Profissional de Sicó / Pólo de Penela, da Rede Portuguesa de Museus / Instituto dos Museus e da Conservação, da Fundação Calouste Gulbenkian, do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico e do Instituto Português da Juventude.
Os trabalhos arqueológicos realizados, destinaram-se a identificar os espaços de habitação e serviços da área rústica desta quinta agrícola romana habitada no século IV d. C.
Desta forma pretendeu-se interpretar as instalações agrícolas e domésticas, onde viviam os servos que se ocupavam dos variados trabalhos que tinham lugar nas terras de semeadura, na mata, nos pastos, na vinha, no olival, no pomar, na horta e no linhal da respectiva extensa herdade que constituía o fundus da villa.
Estão, ainda, a decorrer, em simultâneo, as obras de conservação do balneário e, na área da rica residência desta villa, trabalhos arqueológicos destinados a avaliar o estado de conservação dos mosaicos policromos, qualificados de alto valor artístico, de modo a serem convenientemente definidas as medidas necessárias para a sua conservação e apresentação pública. Para tal está em curso a realização de registos gráficos, fotográficos e tecnológicos pormenorizados destes pavimentos decorativos – uma herança que nos chega da Antiguidade - saídos, há mais de 15 séculos, das mãos de hábeis mosaicistas, que nos cumpre, hoje, preservar para transmitir aos nossos vindouros.
